[CENA] 07 ― Banco

Pessoas passam, pessoas se sentam, pessoas observam umas as outras. Muitos estão andando por ali, todos os dias muitos se sentam nesse mesmo banco. Mas eles não têm as mesmas emoções, nem os mesmos pensamentos. Todos os tipos de pessoas passam por ali. Mas naquela tarde cinza, onde o sol se escondia atrás das nuvens,…

[CENA] 06 ― Escuridão.

Andando na escuridão. Não há um caminho certo. Os passos ecoam pelos corredores, o som de arrastar me segue lentamente. O suor frio escorre pelo meu rosto. Há algo atrás de mim. Algo decidido a me pegar. Não há nada que eu consiga encontrar que possa me proteger do que quer que esteja vindo. Só…

[CENA] 05 ― Naufrágio

Ondas fortes de um mar negro fazem o navio balançar, bombordo e estibordo sem qualquer ritmo a se assegurar. Os marujos se amarram e seguram onde podem; o capitão no topo de sua autoridade diz para que não se preocupem, pois ele os guiaria para a salvação, mas o mar parecia não dar atenção às…

[CENA] 04 ― Esmeralda

Os braços marcados para sempre em honrarias eternas e o cabelo rebelde oculto por um chapéu fedora com uma carta de baralho ao lado, juntos ao sorriso jocoso e o cigarro entre os lábios compunham ali o que poderiam definir o Valete. Sentado em um canto isolado da taverna, ele arrancava, lentamente, cada pétala das…

[CENA] 03 ― Sonhos e inocência

A cidade cinza que nunca para. Onde pessoas se perdem em seus celulares e não observam mais o entardecer. Mesmo os dias têm ficado cada vez mais tristonhos. Você não cumprimenta as pessoas e elas não te reparam, você fala cada vez menos e não se vive mais para aproveitar o que há no mundo,…

[CENA] 02 ― Isolamento natural

As árvores da floresta se estendem aos céus em sua magnifica variedade de tipos, tamanhos, cores e idades. Longos troncos cobertos de musgo viscoso ou plantas rasteiras que envolvem o chão e escondem os segredos de uma terra avermelhada e dourada. Tocas espalhadas pelas saliências do solo escondem famílias inteiras de animais variados e, ao…

[CENA] 01 ― Chuva na janela

Da janela eu via a chuva cair, meu apartamento estava em silêncio, o cachorro dormia sobre a velha poltrona de couro marrom, uma antiga relíquia de tempos perdidos. O colchão jogado sobre o chão da sala, a mesa de madeira repleta de livros velhos e folhas amassadas. Acima de minha cabeça dançava uma pequena nuvem de…