[CENA] 08 ― O Conselho se reúne

 

No alto de minha pequenez diante de majestosos caules cobertos pelo musgo e envoltos também por outras plantas menores, mas tão verdejantes quanto às árvores que lhes cediam o sustento para a existência. Meus pés magros e descalços acompanhavam a relva sobre o caminho que apenas eles conheciam. Há muitos anos meus olhos não se perdiam entre a flora de um ambiente tão vasto, mas parecia que, em meu inconsciente, aquele lugar era tão presente em minha mente que não me surpreendia quando o solo tentava surpreender com pequenas armadilhas ou até mesmo tocas abandonadas que afundariam ao menor sinal de pressão.

O manto castanho ocasionalmente se prendia em galhos baixos, rasgando pouco a pouco e cada vez mais. Não me importava. Eu precisava chegar. Chegar antes deles. Era a minha vez. Mas eu sentia em meu cerne que não conseguiria; a imagem de um homem idoso trajando um robe avermelhado surgiu em minha mente. Ele sorria com escárnio. Meus passos se apressaram, eu estava chegando.

A clareira criada, obviamente, artificialmente tinha ao centro rochas brancas, grandes o suficiente para que se pudesse sentar. A rocha ao centro tinha sido entalhada, tendo em sua superfície nomes humanos. Nomes esquecidos por aqueles que não encontravam o local secreto na floresta antiga. Parei para observa-la. Lendo os nomes de meus antecessores… Eu ainda tinha que esperar pelo restante do conselho. O futuro seria decidido na reunião e ali o passado encontraria o presente para que os erros não fossem mais cometidos… Não mais.

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