[RESENHA] Conspiração ― João Franco

“Após a morte do pai, dois jovens partem para uma jornada em busca dos segredos por ele deixado. E uma carta enigmática, escrita antes do seu falecimento, revela um mundo até então desconhecido para os garotos.
Emerson havia sido o único homem capaz de perceber um grande plano elaborado por vampiros e a tentar impedi-los. Seus filhos, por sua vez, terão que dar continuidade a esta luta. Desse modo, percorrendo o interior de São Paulo, os irmãos descobrem o que parece ser uma grande conspiração. Os bebedores de sangue, andarilhos da noite, estão por toda parte: baladas noturnas, escritórios, igrejas, pontos de vendas de drogas…
Num cenário apocalíptico de mistério e suspense, Conspiração leva o leitor a desmascarar fanáticos religiosos e a desvendar profecias e charadas. Nesta história surpreendente, a coragem dos jovens pode ser a esperança para que os vampiros não dominem a humanidade.”

Resenha do L. J. Lunewalker

164 páginas de história. Uma edição simples e, ocasionalmente, com alguns problemas na diagramação. Conspiração é uma história de vampiros por trás da sociedade humana, do podre da sociedade humana, na verdade.

Conceitos mistos e com inspiração certa do seriado Sobrenatural e, em certos pontos, Crepúsculo… Com pitadas fortes de Deus Ex Machina em quase todos os problemas vividos pelos personagens.

Personagens estes que são um tanto perdidos. Sem motivação. Sem ação. E SEM DESCRIÇÃO. Não faço ideia de como são os personagens apresentados durante a história, em muitos momentos estava me perdendo na narrativa por não fazer ideia de quem era quem. Só o que diferenciava uma pessoa da outra era o nome. Em destaque há o personagem JK, que nos é apresentado como um caçador temido e poderoso, mas que no último momento se mostra um grande pedaço de bosta que só está pensando nele mesmo e é um grande lambedor de botas de vampiros.

Falando da narrativa, ela é fraca e solta. As tentativas de prender a atenção do leitor durante a leitura é feita através de repetições. Dizer que algo vai acontecer, alguém dizer o que está acontecendo e, então, esse algo acontecer.

Diálogos, a minha parte favorita de qualquer leitura… Foi decepcionante. Completamente robótico e sem emoção. Os personagens não tinham maneirismos, não tinham qualquer sinal de humanidade em suas vozes.

A reviravolta dos personagens acontece simplesmente do nada ― mais um caso de Deus ex machina na história ― e, em vários momentos, o narrador vestindo seu terninho enquanto acompanha a cena ao lado dos personagens e acontecimentos, está narrando e nos dando informações que não são apresentadas a quem está ali, mas que, de alguma forma, acabam sabendo também. Aparentemente o autor não é fã do mostre, mas não conte.

Em minha avaliação geral da obra, dou uma de cinco estrelas. Não me agradou e estou disposto a doar minha edição para quem quiser presentear outra pessoa.

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