[RESENHA] Um toque de morte ― Luiza Salazar

“Pode me chamar de Kat. Eu daria tudo para ser apenas uma jovem universitária, preocupar-me com os assuntos discutidos nos trens, nos corredores das escolas, nas ruas: qual roupa vestir na festa, qual o futuro da política do país, quem vai ganhar o jogo esta noite. É, você entendeu.

Mas na minha cabeça só há espaço para uma preocupação: quem será a minha próxima vítima.

Eu sou uma Ceifadora. Isso significa que posso matar com um simples toque das mãos, um dom que desejava todos os dias não possuir. Mas quando aqueles dois estranhos apareceram na minha vida e fizeram tudo virar de pernas pro ar, comecei a entender que existem pessoas que fariam de tudo para controlar esse meu poder indesejável. Até mesmo me matar. É até irônico, né?

Um Toque de Morte é um romance fantástico de Luiza Salazar, uma aventura pelas sombras que se escondem nos becos da cidade.

Não se deixar envolver, não se aproximar demais. Essa é a maldição dos Ceifadores, não poder sentir o mundo com a própria pele”.

 

Resenha do L. J. Lunewalker

A história narrada em primeira pessoa me atraiu, inicialmente, pela fantasia urbana que é meu gênero literário favorito, mas foi me cativando por sua maneira simples, sem tentar se fazer de importante ou parecer inteligente forçadamente.

Katherine “Kat” Brown nos traz a um mundo onde Nova Iorque está sitiada e é palco de uma guerra muito antiga, entre Ordem e Legião há o neutro, onde se observam futuros recrutas.

Kat, incialmente, nos é apresentada como uma órfã fazendo o que pode para se virar, sempre pronta para desaparecer caso algo dê muito errado enquanto vive com uma amiga ― que em um ato de rebeldia contra os pais ricos a chamou para morar junto ―, mas seu dia-a-dia como adolescente muda quando ela se vê observada pelas duas facções: Erick, da Ordem, e Vince, da Legião. E nenhum dos lados dá motivos para que ela confie neles totalmente ou escolha entre um e outro.

Se não há nada que indique contra ou a favor, como você escolheria?

Luiza Salazar, a autora, parece ter sido influenciada por Lost Girl, um seriado que (eu ainda preciso ver as últimas três temporadas) se trata de uma guerra entre criaturas disfarçadas na humanidade e que lutam entre luz e sombra; e também acredito que tenha uma leve influência da série Instrumentos mortais, mas eu não tenho certeza pois ainda não li essa série.

A narrativa se desenvolve progressivamente nos trazendo ao ápice em suas últimas palavras e nos faz querer arrancar os cabelos ao perceber que a história ainda vai se desenrolar no próximo volume (alguém se dispõe a me dar de presente o próximo? E-book é baratinho!).

Minha nota geral para a obra foi quatro de cinco estrelas. Gostaria muito de ter essa história em um livro físico, li através do meu kindle pela proposta da Editora Draco para ler e resenhar a obra. Foi uma proposta muito legal e quem sabe eu não faça mais disso?

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