[RESENHA] Harry Potter e a Câmara Secreta ― J. K. Rowling

“Os Dursley estavam tão antissociais naquele verão, que tudo o que Harry queria era voltar às aulas da Escola de Bruxarias de Hogwarts. No entanto, quando já terminava de fazer suas malas, Harry recebe um aviso de um estranho chamado Dobby, que diz que um desastre acontecerá caso Potter decida voltar à Hogwarts. Harry não liga para aquela mensagem e o desastre realmente acontece. Naquele segundo ano estudando em Hogwarts, novos horrores surgem para atormentar Harry, incluindo o novo professor Gilderoy Lockhart e um espírito chamado Murta-que-geme, que assombra o banheiro feminino, além de olhares indesejados da irmã mais nova de Rony Weasley, Gina. Todos esses problemas, no entanto, parecem menores quando o verdadeiro problema começa e algo transforma os alunos de Hogwarts em pedra. Dentre os suspeitos: o próprio Harry. Descubra o fim desta aventura emocionante”.

Resenha do L. J. Lunewalker

Estamos no segundo volume da obra Harry Potter e agora o garoto já sabe que é bruxo, já aprendeu algumas coisas no último ano do colégio de magia e bruxaria e agora está de férias. Entretanto as coisas não estão fáceis ― embora agora seus tios estejam com medo de seus poderes.

Trancado em seu quarto e, aparentemente, esquecido pelos amigos do colégio ― que não mandaram uma única carta ―, o garoto se sente pior a cada dia que passa, mas tenta manter a esperança, esperando pela volta às aulas para fugir da casa dos tios. E as coisas pioram quando Dobby, o elfo doméstico, invade sua casa para tentar persuadi-lo a não voltar para a escola ― e acaba causando mais estragos do que qualquer ajuda.

Após essa confusão ele é resgatado pelo amigo Rony Weasley e os irmãos dele, os gêmeos Fred e Jorge, que o levam embora dali ― com outra grande confusão ― para a casa deles, a Toca, dirigindo o carro voador da família.

Assim começa a nova aventura do garoto Potter.

Em Hogwarts há um novo professor que além de famoso é também muito desastrado e ensina Defesa contra as artes das trevas, entretanto esse galã de novela esconde um segredo. Um segredo sobre quem é: um covarde.

Somos apresentados também a um fantasma que assombra um banheiro feminino, a Murta-que-geme ― que parece ter uma queda por Harry ― e, também, a irmã mais nova de Rony ― outra que tem uma grande queda pelo menino de óculos redondos ― que passa grande parte da história constrangida com a presença de Harry e sua incapacidade de lidar com sua paixonite.

Mas, como esperado, as coisas não estão sempre boas. Hogwarts está enfrentando problemas muito sérios: a câmara secreta foi aberta e os nascidos trouxas ― jovens bruxos que nasceram em lares de pessoas comuns ― são alvos de um inimigo mortal.

Esses alunos estão sendo transformados em pedra e todos suspeitam de Harry Potter! Simplesmente pelo fato de ele ser um bilíngue ― uma piada aqui ― que fala a língua das cobras. Uma habilidade malvista pelos bruxos, já que ela foi associada ao lado sombrio.

E há um grande mistério envolvendo um objeto singular: um diário velho. Um objeto comum que esconde segredos importantes sobre o mistério que assola a escola de magia e bruxaria.

Minha avaliação da obra permanece em três de cinco. Apesar de a história ter dado uma guinada em sua narrativa, com elementos novos e mais divertidos, além do fato de mostrar que os personagens estão realmente crescendo, ao invés de serem como personagens de desenho animado ― que só usam as mesmas roupas ― e aprendendo, descobrindo quem são neste mundo. Não mais tão infantis quanto eram no volume anterior.

Minha avaliação se deve ao fato de o final se manter muito semelhante ao do volume passado: a tentativa d’Aquele que não se deve nomear em retornar a vida. Tudo parece acontecer naquele lugar que diziam ser o lugar mais seguro de todos. Mas a autora parece ir mostrando que essa ideia de segurança é uma ilusão, pouco a pouco ela nos dá elementos mais sombrios. A vida nem sempre é só risos.

Se em Pedra Filosofal Harry encontra seu lugar no mundo, neste ele se encontra isolado até daqueles que o admiravam. Até mesmo seus amigos mais próximos parecem ter medo dele. Ele passa de mocinho a vilão com apenas o espalhar de um boato.

Um personagem que eu adorei conhecer foi o pai de Rony, o sr. Arthur Weasley, um pai de família muito divertido e curioso sobre o mundo dos trouxas ― aqueles que não são bruxos ― e as funções de seus objetos ― como patinhos de borracha. Queria mais cenas dele atuando com essa curiosidade genuína e, de certa forma, infantil. Ele é um ótimo personagem, um grande e divertido pai.

Vamos ao próximo volume em breve!

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Um comentário sobre “[RESENHA] Harry Potter e a Câmara Secreta ― J. K. Rowling

  1. Depois de tanto tempo sem encontrar alguma resenha sobre essa saga, é sempre maravilhoso ver o que ela faz com as cabeças pensantes.
    Resenha maravilhosa

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